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À Igreja de Éfeso


Comunidade Católica Boa Nova | 22 maio, 2014

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Éfeso era a maior cidade da costa oeste da Ásia Menor.
O destinatário
Éfeso era a maior cidade da costa oeste da Ásia Menor. Seu nome significa desejável, sua localização era um ponto importante tanto militar como comercial. Como um centro de comércio marítimo e rodoviário da região, Éfeso era uma próspera comunidade urbana. Os romanos fizeram de Éfeso o centro administrativo da província da Ásia. O governador e outros oficiais de Roma entravam na província através do porto e conduziam muitos dos seus negócios na cidade. Ali estava o templo da deusa Diana ou Ártemis, a deusa da fertilidade. Esse templo foi construído de ouro. Havia um grande teatro para 30 mil pessoas. Na metade do primeiro século D.C., Paulo trabalhou em Éfeso por diversos anos.

O autor da mensagem

O Senhor é apresentado como o que está presente com poder na Igreja. Temos de recordar que esta característica é de fundamental importância porque diz respeito ao mistério do corpo de Cristo, a Igreja, e aparece na primeira mensagem porque esta Igreja é estrategicamente a mais importante para o contexto da época.

Elogio

 Trabalharam muito – era uma comunidade ativa, empenhada na evangelização porque sabia que estava em um centro de idolatria e que tinha de salvar quantos fosse possível. Eram dedicados no ministério cristão, de forma que Paulo lhes havia levado a mensagem e dedicou-lhes uma carta onde vemos melhor a característica desta comunidade.

 Paciência – o trabalho cristão está marcado pelo sofrimento de anunciar a mensagem e enfrentar desafios, mas eles eram pacientes, sofriam as demoras das conversões, as contrariedades da missão.

 Não suportam a mentira – infelizmente sempre houve pessoas que se infiltraram na comunidade cristã, mas não assumiram a vida cristã, pessoas que fingiam a conversão. Aquela Igreja em Éfeso sabia enfrentar isso, sabia provar a autenticidade da fé, fazia discipulado sério, porque não precisava de número de adeptos, mas queria cristãos verdadeiros capazes de sustentar a missão com suas vidas.

 Firmeza na vida cristã – esta característica se liga a anterior e se refere à intolerância da Igreja de Éfeso com a doutrina dos nicolaítas. Quem eram os nicolaítas? Os nicolaítas tiveram por mestre Nicolau, um dos sete primeiros diáconos ordenados pelos apóstolos. Vivem desordenadamente. São plenamente caracterizados no Apocalipse de João, porquanto ensinam que a fornicação e o comer carne oferecida aos ídolos são coisas indiferentes. Por isso é que está escrito acerca deles: “Tens isso em teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, que eu também odeio” (S. Irineu – Contra as Heresias, Livro I, Parte II, 26, 3). Portanto, a doutrina dos nicolaítas se refere à atitude de cristãos que não levam a sério a pureza moral e justificam alegando que Deus não se importa com isso também. São aqueles que vivem uma religião sem rigor moral e em nome de ter adeptos aceitam qualquer coisa principalmente desconsiderando a pureza do casamento e da família e aceitando a mistura de religiões.

Conselho
O Senhor convidou aquela Igreja a voltar ao amor primeiro, ou seja, a voltar seriamente a amar Jesus sobre tudo e a ter uma vida reta e pura como nas primeiras obras da fé que lemos nos Atos dos Apóstolos. O Senhor os aconselha a que não sejam mais um tipo de religião, mas comunidade de amor e simplicidade, cheios do Espírito de Deus.

Promessa

O direito de comerem da fruta da árvore da vida, que cresce no jardim de Deus é a existência eterna na comunhão com Deus. Esta promessa tem a finalidade de fazer a Igreja de Éfeso pensar que sua existência tem de projetar-se para a glória do paraíso celestial e não apenas para uma obra neste mundo.

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* Por Sandro Fatobene Peres
Fundador da Comunidade Fanuel

Fonte Site Comunidade Fanuel

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